27 de novembro de 2012
Advento
A vida passa por transformações e se renova. Por isto, iniciamos mais um Ano Litúrgico, começando com o Ciclo do Natal, na certeza de vida renovada. O Natal é celebrado com muitas festas, contemplando o nascimento de um Rei, o Filho de Deus, cumprindo uma promessa feita pelo Senhor ao Rei Davi.
São quatro domingos chamados de “Advento”, que nos despertam, dentro de um itinerário, para a vinda de Jesus Cristo, Àquele que vem de Deus e assume as condições e realidades humanas. Seu objetivo foi de realizar a reta ordem do universo no cumprimento das Leis divinas marcadas no coração das pessoas.
No mundo dos conflitos, da violência e do caos na ordem social, caímos numa situação de temor e angústia. Nossa esperança fica fragilizada e somos incapazes para uma paz de sustentabilidade. Somente em Jesus Cristo podemos encontrar força e coragem para superar as limitações contidas em nossas fraquezas.
O Advento é tempo de preparação para o Natal. É colocar-se de prontidão para acolher Aquele que nasce transformando a história. Hoje isto acontece no coração das pessoas vigilantes e sensíveis às realidades do bem. Este deve ser o caminho do cristão, reconhecendo a presença de Deus em sua vida.
Todo clima natalino, que começa com o Advento, deve fazer aumentar o amor entre as pessoas. É uma realidade que deve acontecer no relacionamento, na convivência familiar, no trabalho, na escola, enfim, na vida real. É importante a consciência de que a fonte de tudo isto está em Deus. É por isto que Ele vem a nós e fica conosco. “O amor de Deus foi derramado em nossos corações” (I Ts 4,9).
Sabemos que a fonte do amor é Deus, mas isto não dispensa o esforço pessoal. Temos que viver o amor no meio dos conflitos e tensões a todo instante. Os afazeres da vida não podem obscurecer a ação de Deus em nossa prática de vida. É Ele quem nos dá sustentação para uma realidade de fraternidade e vida mais feliz.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
Primeira Eucaristia - 2012
Nesse último domingo, dia 27, celebramos a festa de Cristo Rei. Ela foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que
fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma
litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de
chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o
fim para o qual se dirigem todas as coisas.
Também foi realizada a Primeira Eucaristia das crianças da catequese. Que elas perseverem nesta caminhada.
Também foi realizada a Primeira Eucaristia das crianças da catequese. Que elas perseverem nesta caminhada.
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12 de novembro de 2012
Cristãos de Uberaba se despedem de cônego Antônio Joaquim
Centenas de fiéis participaram da
missa de corpo presente de cônego Antônio Joaquim neste sábado (10), ás 10 h,
na paróquia Santa Teresinha.
A celebração foi presidida por
dom Paulo Mendes Peixoto e concelebrada pelos arcebispos eméritos dom Roque
Oppermann e dom Benedito Ulhoa Vieira e 30 padres. Entre os fiéis,
representantes das paróquias por onde padre Antônio Joaquim passou e familiares
vindos de Belo Horizonte.
Em sua homilia dom Paulo lembrou
que conheceu padre Antônio Joaquim ainda quando seminarista em Caratinga. “Em
Uberaba, convivi pouco com ele, no entanto, o suficiente para notar a sua vida
exemplar. Com certeza, como muitos falam, é mais um santo no céu,” arrematou o
arcebispo.
Coube a dom Roque a encomendação
do corpo e a dom Benedito as despedidas. O arcebispo lembrou que cônego Antônio
Joaquim fora o primeiro padre ordenado por ele em Uberaba. Dom Benedito
aproveitou para pedir a Deus que presenteie Uberaba com novas vocações.
Em seguida, os sacerdotes
conduziram o caixão até o cemitério São João Batista onde o corpo de cônego
Antônio Joaquim fora sepultado.
O sacerdote, que tinha 70 anos,
era mineiro de Belo Horizonte e em dezembro próximo completaria 30 anos de
padre. Neste período foi pároco de Santa Teresinha e Nossa Senhora de Fátima, em
Fronteira – MG. Também foi vigário nas paróquias de Santa Luzia e Adoração,
ambas em Uberaba.
Rubério Santos
Assessor de Imprensa
Uberaba, 10 de novembro de 2012
29 de outubro de 2012
Finados
Os horários das Celebrações Eucarísticas nos Cemitérios São João Batista e Medalha Milagrosa em Uberaba e das Paineiras em Ponte Alta no dia 02/11/2013
Cemitério São João Batista - Uberaba
07:30 - Pe. José Rinaldo da Silva /Paróquia São José - Tutunas
09:30 - Dom Paulo Mendes Peixoto
16:30 - Pe. Alex Pereira dos Santos /Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Cemitério Medalha Milagrosa - Uberaba
10:00 - Pe. Fabiano Roberto Silva dos Santos / Paróquia Santíssimo Sacramento
16:00 - Pe. Juliano Evangelista do Nascimento - Paróquia São Judas Tadeu
Cemitério Paineiras - Ponte Alta
27 de outubro de 2012
Ano da Fé
O papa
Bento XVI, sabiamente, instala, nas comemorações da abertura do Cinquentenário
do Concílio Ecumênico Vaticano II e no vigésimo ano do Catecismo da Igreja
Católica, o Ano da Fé. Este evento será celebrado de 11 de outubro de 2012 a 24
de novembro de 2013. É mais uma oportunidade para que os católicos voltem um
olhar mais apurado aos valores das doutrinas, revendo os documentos do Concílio
e as orientações presentes no Catecismo da Igreja Católica. É um excelente
período para o conhecimento dos valores presentes no depósito da fé. A primeira
vez que foi proclamado o Ano da Fé foi em 1967, instalado pelo servo de Deus
papa Paulo VI, por ocasião do décimo nono aniversário do martírio dos apóstolos
Pedro e Paulo.
É importante refletir sobre a necessidade de construir a fé nos
ambientes onde o absolutismo toma conta, lá onde as pessoas perderam as
esperanças, contaminadas por uma cultura laxista e indiferente. Ver-se-á,
então, que a fé vem reforçar os laços humanos e com Deus para reconstruir a
humanidade muitas vezes desorientada pelo abandono dos valores ensinados por
Jesus Cristo.
O papa Bento XVI chama a atenção dos cristãos: têm “maior preocupação
com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria
fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária”. (Porta Fidei, 2). Ele lembra também
que onde a fé é viva, a cultura cristã não se torna passado.
Trata-se de se recuperar um olhar para a “fé de sempre” e transmiti-la
para as gerações futuras. Por isso, acontece neste mês em Roma o Sínodo dos
Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Na História
da Igreja, os papas sempre exortaram o rebanho de Cristo com decretos, bulas,
cartas apostólicas, encíclicas e mensagens para que os católicos alimentem cada
vez mais a fé e a transmitam aos outros pelo ensinamento e pelo testemunho. É
por isto que o papa Bento XVI instala com um decreto – Porta Fidei – este Ano
da Fé.
As orientações da Congregação para a Doutrina da Fé colocam que ente as
atividades mundiais para se viver neste Ano da Fé é a Jornada Mundial da
Juventude, que teremos a alegria de acolher em nosso país e em nossa cidade.
Na ocasião da celebração do Ano da Fé, o papa convida para que os
católicos recebam a indulgência plenária, conforme orientações do seu decreto.
Veja abaixo alguns elementos dessa orientação papal:
Ao longo de todo o Ano da Fé, proclamado de 11 de outubro de 2012 até o
fim do dia 24 de novembro de 2013, poderão alcançar a indulgência plenária da
pena temporal para os próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus,
aplicável em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, a todos os fiéis deveras
arrependidos, que se confessem de modo devido, comunguem sacramentalmente e
orem segundo as intenções do sumo pontífice:
A) Cada vez que participarem em pelo menos três momentos de pregações
durante as Missões Sagradas, ou então em pelo menos três lições sobre as Atas
do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em
qualquer igreja ou lugar idôneo;
B) Cada vez que visitarem em forma de peregrinação uma basílica papal,
uma catacumba cristã, uma igreja catedral, um lugar sagrado, designado pelo
Ordinário do lugar para o Ano da Fé (por ex. entre as basílicas menores e os
santuários dedicados à Bem-Aventurada Virgem Maria, aos santos Apóstolos e aos
santos padroeiros) e ali participarem nalguma função sagrada ou pelo menos
passarem um tempo côngruo de recolhimento com meditações piedosas, concluindo
com a recitação do pai-nosso, a profissão de fé de qualquer forma legítima, as
invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e, segundo o caso, aos santos
Apóstolos ou padroeiros;
C) Cada vez que, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o
Ano da fé (por ex. nas solenidades do Senhor, da Bem-Aventurada Virgem Maria,
nas festas dos santos Apóstolos e padroeiros, na
Cátedra de São Pedro), em qualquer lugar sagrado, participarem numa solene
celebração eucarística ou na liturgia das horas, acrescentando a profissão de fé
de qualquer forma legítima;
D) Um dia livremente escolhido, durante o Ano da fé, para a visita
piedosa do batistério ou outro lugar, onde receberam o sacramento do batismo,
se renovarem as promessas batismais com qualquer fórmula legítima.
Os bispos diocesanos ou eparquiais, e aqueles que pelo direito lhes são
equiparados, no dia mais oportuno deste tempo, por ocasião da celebração
principal (por ex. a 24 de novembro de 2013, na solenidade de Jesus Cristo Rei
do Universo, com a qual será encerrado o Ano da Fé), poderão conceder a bênção
papal com a indulgência plenária, lucrável por parte de todos os fiéis que
receberem tal bênção de modo devoto.
Os fiéis verdadeiramente arrependidos, que não puderem participar nas
celebrações solenes por motivos graves (como, em primeiro lugar, todas as
monjas que vivem nos mosteiros de clausura perpétua, os anacoretas e os
eremitas, os encarcerados, os idosos, os enfermos, assim como quantos, no
hospital ou noutros lugares de cura, prestam serviço continuado aos doentes) obterão
a indulgência plenária nas mesmas condições se, unidos com o espírito e o
pensamento aos fiéis presentes, particularmente nos momentos em que as palavras
do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pela televisão e
rádio, recitarem em casa ou onde o impedimento os detiver (por ex. na capela do
mosteiro, do hospital, da casa de cura, da prisão...) o pai-nosso, a profissão
de fé de qualquer forma legítima e outras preces segundo as finalidades do Ano
da fé, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida.
Em nossa arquidiocese, os santuários e basílicas já foram escolhidos e
divulgados, assim como as solenidades e eventos deste Ano da Fé. Além disso, a
cada mês iremos aprofundar alguns aspectos que notamos necessitarem de
esclarecimentos e estudos entre o nosso povo. Tanto conferências como
reflexões, textos, homilias terão oportunidade de esclarecer as pessoas sobre a
nossa fé e suas razões. Eis que se abre um tempo favorável para viver e
aprofundar a fé. Aproveitemos, portanto, deste tempo propício.
Assim, caríssimos, temos ali presente esta oportunidade de rever como
vivemos os valores aprendidos desde nossa infância, e como são reproduzidos e
testemunhados nos dias de hoje. Chegou o momento de reforçar em nós a fé e anunciar
a boa notícia aos irmãos. Coragem e fé! Deus os abençoe!
* Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de
Janeiro.
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