5 de dezembro de 2012
JMJ
A Jornada Mundial da Juventude, que se realiza anualmente nas dioceses de todo o mundo, prevê a cada 2 ou 3 anos um encontro internacional dos jovens com o Papa, que dura aproximadamente uma semana. A última edição internacional da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu mais de 190 países.
A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
As JMJs tem sua origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo Papa João Paulo II em Roma. O Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção aconteceu em 1984, na Praça São Pedro, no Vaticano. Foi lá que o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.
O ano seguinte, 1985, foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.
A primeira JMJ foi diocesana, em Roma, no ano de 1986. Seguiram-se os encontros mundiais: em Buenos Aires (Argentina – 1987) - com a participação de 1 milhão de jovens; em Santiago de Compostela (Espanha – 1989) - 600 mil; em Czestochowa (Polônia – 1991) - 1,5 milhão; em Denver (Estados Unidos – 1993) - 500 mil; em Manila (Filipinas – 1995) – 4 milhões; em Paris (França -1997) – 1 milhão; em Roma (Itália – 2000) – 2 milhões, em Toronto (Canadá – 2002) – 800 mil; em Colônia (Alemanha – 2005) – 1 milhão; em Sidney (Austrália – 2008) – 500 mil; e em Madri (Espanha – 2011) – 2 milhões.
Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.
Estar a caminho
Faz-se caminho, caminhando. Não tem como ser diferente, a não ser passando por itinerários de rejeição aos princípios que dinamizam propostas saudáveis e centralizadas na experiência sempre crescente do amor. Isto significa que o verdadeiro caminho só pode acontecer quando estiver ancorado em Deus.
A história de vida das pessoas é construída com os olhos fitos em objetivos, avaliados em sua profundidade, a partir de uma visão de Deus. Para isto é necessário que acolhamos, com simpatia e compromisso, a Palavra do Senhor. Só ela é capaz de nos transformar totalmente para o bem e para uma vida mais comprometida com o caminho de vivência cristã.
No Advento fazemos uma trajetória de preparação para o Natal, que sensibiliza nosso coração e nossa consciência em relação verdadeira ao sentida da vida. É necessário ouvir a Palavra e deixar-se interpelar por ela, mudando até de rumo, caso isto seja necessário, para vivenciar um Natal de paz e de esperança.
Não é saudável ter uma vida de insegurança e instabilidade, tendo que viver no vazio de Deus. É fundamental experimentar e criar relação com o Menino-Deus, que nasce na simplicidade do Natal, indo sempre ao encontro Dele. É como tirar os sinais de morte, que nos envolvem, para vestir os de glória e de alegria duradoura.
Preparar-se para o Natal é “vestir o manto da justiça”, da correspondência com os desígnios e a vontade de Deus, deixando o passado, que não conta mais, para construir uma vida feliz e um mundo novo. Sozinhos nós somos incapazes, efetivamente, para fazer isto acontecer. As possibilidades estão contidas em Deus.
O conhecimento e a sensibilidade são características próprias de quem vive o amor, não deixam que ele seja um fato passageiro e sem compromisso na história de vida. Isto ajuda no discernimento e na distinção que existe entre o fazer o bem e o fazer o mal, permitindo que estejamos “face a face” com Deus. Desejo que você, prezado leitor e leitora, esteja se preparando bem para o Natal.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
27 de novembro de 2012
Advento
A vida passa por transformações e se renova. Por isto, iniciamos mais um Ano Litúrgico, começando com o Ciclo do Natal, na certeza de vida renovada. O Natal é celebrado com muitas festas, contemplando o nascimento de um Rei, o Filho de Deus, cumprindo uma promessa feita pelo Senhor ao Rei Davi.
São quatro domingos chamados de “Advento”, que nos despertam, dentro de um itinerário, para a vinda de Jesus Cristo, Àquele que vem de Deus e assume as condições e realidades humanas. Seu objetivo foi de realizar a reta ordem do universo no cumprimento das Leis divinas marcadas no coração das pessoas.
No mundo dos conflitos, da violência e do caos na ordem social, caímos numa situação de temor e angústia. Nossa esperança fica fragilizada e somos incapazes para uma paz de sustentabilidade. Somente em Jesus Cristo podemos encontrar força e coragem para superar as limitações contidas em nossas fraquezas.
O Advento é tempo de preparação para o Natal. É colocar-se de prontidão para acolher Aquele que nasce transformando a história. Hoje isto acontece no coração das pessoas vigilantes e sensíveis às realidades do bem. Este deve ser o caminho do cristão, reconhecendo a presença de Deus em sua vida.
Todo clima natalino, que começa com o Advento, deve fazer aumentar o amor entre as pessoas. É uma realidade que deve acontecer no relacionamento, na convivência familiar, no trabalho, na escola, enfim, na vida real. É importante a consciência de que a fonte de tudo isto está em Deus. É por isto que Ele vem a nós e fica conosco. “O amor de Deus foi derramado em nossos corações” (I Ts 4,9).
Sabemos que a fonte do amor é Deus, mas isto não dispensa o esforço pessoal. Temos que viver o amor no meio dos conflitos e tensões a todo instante. Os afazeres da vida não podem obscurecer a ação de Deus em nossa prática de vida. É Ele quem nos dá sustentação para uma realidade de fraternidade e vida mais feliz.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
Primeira Eucaristia - 2012
Nesse último domingo, dia 27, celebramos a festa de Cristo Rei. Ela foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que
fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma
litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de
chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o
fim para o qual se dirigem todas as coisas.
Também foi realizada a Primeira Eucaristia das crianças da catequese. Que elas perseverem nesta caminhada.
Também foi realizada a Primeira Eucaristia das crianças da catequese. Que elas perseverem nesta caminhada.
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12 de novembro de 2012
Cristãos de Uberaba se despedem de cônego Antônio Joaquim
Centenas de fiéis participaram da
missa de corpo presente de cônego Antônio Joaquim neste sábado (10), ás 10 h,
na paróquia Santa Teresinha.
A celebração foi presidida por
dom Paulo Mendes Peixoto e concelebrada pelos arcebispos eméritos dom Roque
Oppermann e dom Benedito Ulhoa Vieira e 30 padres. Entre os fiéis,
representantes das paróquias por onde padre Antônio Joaquim passou e familiares
vindos de Belo Horizonte.
Em sua homilia dom Paulo lembrou
que conheceu padre Antônio Joaquim ainda quando seminarista em Caratinga. “Em
Uberaba, convivi pouco com ele, no entanto, o suficiente para notar a sua vida
exemplar. Com certeza, como muitos falam, é mais um santo no céu,” arrematou o
arcebispo.
Coube a dom Roque a encomendação
do corpo e a dom Benedito as despedidas. O arcebispo lembrou que cônego Antônio
Joaquim fora o primeiro padre ordenado por ele em Uberaba. Dom Benedito
aproveitou para pedir a Deus que presenteie Uberaba com novas vocações.
Em seguida, os sacerdotes
conduziram o caixão até o cemitério São João Batista onde o corpo de cônego
Antônio Joaquim fora sepultado.
O sacerdote, que tinha 70 anos,
era mineiro de Belo Horizonte e em dezembro próximo completaria 30 anos de
padre. Neste período foi pároco de Santa Teresinha e Nossa Senhora de Fátima, em
Fronteira – MG. Também foi vigário nas paróquias de Santa Luzia e Adoração,
ambas em Uberaba.
Rubério Santos
Assessor de Imprensa
Uberaba, 10 de novembro de 2012
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